27.2.09

Conduta do professor e motivação dos alunos


Bom relacionamento traz benefícios.

No exercício de transmitir o conhecimento não é só o professor que influencia os alunos, mas estes também exercem uma grande influência sobre o professor, e dessa forma surge um círculo de um bom aprendizado.

Mas para se chegar a essa relação é preciso que o aluno perceba o interesse do professor em ensinar, ele vai se sentir motivado a se dedicar às tarefas de aprendizado, se ele verificar que seu professor se importa, se fixa neles, e não passam despercebidos aos olhos do mestre.

A conduta do professor sem dúvida influi sobre a motivação dos alunos, por exemplo, quando um aluno se sente menos comprometido com seu aprendizado, participa menos das aulas e recebe um comentário de seu professor que o desanima ainda mais. No mesmo contexto, um aluno que está com ótimas notas recebe elogios e reforços. Esse será um ponto negativo de um educando: dedicar toda a atenção aos que já estão suficientemente motivados e ignorar os que mais necessitam de sua atenção.

É verdade que a dedicação do aluno influi muito sobre a conduta do educador, uma prova disso é que o professor tende a responder mais a alunos que demonstrem maior interesse pela aula, que perguntem mais e se tornem ativos. Ao contrário, subentende-se do aluno passivo, àquele que acha o professor incapacitado ou que este não seja de seu agrado, e alguns ainda são os que mais incomodam em sala de aula.

Professor, não se sinta culpado se estes fatos estiverem ocorrendo em seu desempenho profissional, controle seus sentimentos, não responda ao desinteresse dos alunos com o seu desinteresse.

Aluno lembre-se que o professor o supera em idade, conhecimento e governo.

Líria Alves
Equipe Brasil Escola

13.2.09

Para refletir...

"Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso e pessoas fracassadas. O que existem são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles".

Augusto Cury

22.1.09

Perca ou perda?

É comum dúvidas como:
O carro deu perca total ou perda total?
Ou Isso é uma perda ou perca de tempo?
Essa confusão deve-se ao fato de “perca” e “perda” serem parônimas, isto é, palavras com grafia e pronúncia semelhantes.
Contudo, vamos esclarecer em definitivo essa imprecisão sobre o uso de “perca” e “perda”.

Perda: é o substantivo que corresponde ao verbo “perder” e tem sentido aproximado de “pessoa que se priva de algo ou de alguém por algum motivo”, “dano sofrido”, “prejuízo”.

Exemplos:
Estamos abalados, e a responsável é a perda do campeonato.
Devido à perda de sua cunhada, Talita estava muito triste.
A perda da disciplina nos incita à rebelião.

Perca: é uma forma verbal do verbo “perder”, a qual pode estar na primeira ou terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo ou ainda na terceira pessoa do singular do imperativo.

Exemplos:
Você não quer que eu perca minha hora!
Não quero que ele perca o sorriso nos lábios!
Não perca a hora!

Então, após as explicações acima, perguntamo-nos: O carro deu perca total ou perda total? e Isso é uma perda ou perca de tempo?

Primeiramente, o carro como sujeito da oração não pode dar por perdido alguma coisa.
Então, alguém afirmou que o carro sofreu um dano tão grande que não poderá ser consertado ou então que alguém perdeu integralmente o carro em um acidente.

Neste sentido da frase, só pode ser “perda”.
Agora, se alguém está prejudicando seu tempo com algo improdutivo, então é “perda” de tempo, mesmo porque “perda” é um substantivo, uma vez que o verbo já existe na frase: “é”.
Portanto, o certo é dizer: O carro deu perda total e Isso é uma perda de tempo.

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

Entre eu e você ou entre mim e você?

É comum surgir equívocos no uso dos pronomes pessoais, principalmente os do caso oblíquo. Contudo, uma dica importante fará com que não haja mais dúvidas a respeito desse assunto:
De acordo com a norma culta, após as preposições emprega-se a forma oblíqua dos pronomes pessoais.

Veja:
1. Isso fica entre eu e ela. (Errado)
1. Isso fica entre mim e ela. (Certo) ou
2. Isso fica entre mim e ti.

Os pronomes do caso oblíquo exercem função de complemento, enquanto os pronomes pessoais do caso reto, de sujeito.

Observe:
1. Ela olhou para mim com olhos amorosos (olhou para quem? Complemento: mim.).
2. Por favor, traga minha roupa para eu passar (quem irá praticar a ação de passar? Sujeito: eu.).
Vejamos a pergunta que dá título ao texto:
Entre eu e você ou entre mim e você?
Depois da explicação acima, constatamos que existe uma preposição: entre.
Então, o correto é “Entre mim e você”, pois após a preposição usa-se pronome pessoal do caso oblíquo.
Da mesma forma será com as demais preposições: para mim e você, para mim e ti, sobre mim e ele, entre mim e ela, contra mim, por mim, etc.

Veja:
a) Ele trouxe bolo para mim e para ti.
b) Ninguém está contra mim.
c) Você pode fazer isso por mim?
d) Sobre mim e você há uma nuvem de muitas bênçãos.

Agora, observe:
Preciso dos ingredientes para mim fazer o bolo. (Errado)
Existe a preposição “para”, no entanto, o pronome “mim” está exercendo o papel de sujeito da segunda oração: para mim fazer o bolo.
Logo, o emprego do pronome oblíquo está equivocado. O certo seria:
Preciso dos ingredientes para eu fazer o bolo. (Certo)

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

Ver ou vir?

Há muita dificuldade no uso dos verbos “ver” e “vir”, pois há modos em que as conjugações ficam muito parecidas e, consequentemente, causam confusão.

Vejamos:
o pretérito imperfeito do subjuntivo inicia-se com o uso da conjunção “se” (indicativa de hipótese) e é caracterizado pela terminação “sse”:
se ele visse (ver), se ele viesse (vir).

O futuro do subjuntivo inicia-se com o uso das conjunções “quando” ou “se”, indicativas de possibilidade, e é caracterizado pelas terminações “ar”, “er”, “ir”:
quando eu o vir (ver), quando eu vier (vir).

A dúvida maior surge quando o verbo “vir” está no infinitivo (vir) e o verbo “ver” está no futuro do subjuntivo (vir).

Como saber qual está sendo empregado?
Só através do contexto é possível.

Veja:
1. Se você o vir passando aqui hoje, dê-lhe o recado. (ver)
2. Diga-lhe para vir até mim, por favor. (vir)

Outra ocasião é do verbo “vir” na primeira pessoa do plural do presente do indicativo e do verbo “ver” também na primeira pessoa do plural, mas do pretérito perfeito do indicativo.

Observe:
1. Nós vimos você no shopping esta semana. (ver)
2. Nós vimos de um lugar muito calmo. (vir)
O importante é estar atento à conjugação dos verbos “ver” e “vir” que, no geral, são diferentes, com exceção dos casos apontados acima.

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

Dia-a-dia ou dia a dia?

As duas expressões estão corretas, mas o contexto fará com que o falante opte por uma ou por outra.
Vejamos:
Dia a dia
Dia a dia” é uma locução adverbial e tem significado de “todos os dias”, “diariamente”, “dia após dia”.
Essas três palavras possuem função de advérbio e sintaticamente tem valor de adjunto adverbial, e por este motivo, estão comumente ligadas ao verbo e exprimem a maneira pela qual algo acontece.

Exemplos:
Nesta semana, ele viajou dia a dia, sem descanso.
O nível de desempenho escolar piora dia a dia.
Dia a dia temos cada vez mais convicção que precisamos ajudar o próximo.

Observe como o sentido da frase não altera quando substituímos por outro advérbio de mesmo significado:
1. Nesta semana, ele viajou dia a dia, sem descanso.
2. Nesta semana, ele viajou diariamente, sem descanso.

“Dia-a-dia”
“Dia-a-dia” é assinalado com hífen, pois trata-se de um substantivo composto que sintaticamente pode exercer função de sujeito, adjunto adnominal, objeto direto ou adjunto adverbial.
Tem significado de “cotidiano”, “diário”.
Geralmente, vem anteposto de artigo. Exemplos: O dia-a-dia dos moradores de rua é uma luta constante pela sobrevivência. Os afazeres domésticos tomam horas do dia-a-dia das donas de casa.
Agora, observe o sentido de uma das orações acima quando substituímos “dia-a-dia” por um substantivo equivalente:
1. Os afazeres domésticos tomam horas do dia-a-dia das donas de casa.
2. Os afazeres domésticos tomam horas do cotidiano das donas de casa. Como podemos constatar, não há mudança alguma na substituição de “dia-a-dia” por “cotidiano.

É muito fácil diferenciar “dia-a-dia” de “dia a dia”: observe se as substituições por equivalentes são cabíveis. No lugar de “dia a dia” coloque “diariamente” e no lugar de “dia-a-dia” coloque “cotidiano”, se for plausível, estará correto.

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

Fui eu que fiz, Fui eu quem fiz ou Fui eu quem fez?

Qual será o correto, dizer “Fui eu que fiz”, “Fui eu quem fiz” ou “Fui eu quem fez”?
Para entendermos melhor cada uma das orações, vamos analisá-las separadamente:

Fui eu que fiz – Nesta oração o verbo “fiz” tem como sujeito o pronome relativo “que”. Logo, não há como o verbo fazer concordância com seu sujeito, uma vez que este é um pronome. Então, o verbo é remetido ao antecedente do pronome relativo “que” para que haja concordância em número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª).
Qual é o antecedente do “que” nesta oração? “Eu”. Logo, a concordância “eu fiz” está correta, bem como a oração “Fui eu que fiz.”. O verbo “fiz” concorda com “eu”, antecedente do pronome “que”. Da mesma forma será nestes exemplos:
a) Foi ele que te lembrou de pegar a carteira!
b) Fui eu que ajudei você a estudar!
c) Somos nós que temos que pedir perdão!

Fique atento: Foi eu que fiz está errado, pois não se fala “foi eu” e sim “fui eu”. O certo seria “Foi ele que fez.”, o verbo “foi” concordando com “ele” em pessoa e número.

Fui eu quem fiz – Não está errado, pois responde a pergunta:
Quem fez isso? Fui eu.
Observe que o verbo “fiz” concorda com o sujeito anterior “eu”. Essa construção é comum, pois a tendência é que o falante concorde o verbo com o antecedente do pronome relativo “quem”, assim como acontece quando é o outro pronome relativo “que”.
As seguintes orações são exemplos:
a) Somos nós quem convidamos você.
b) Sou eu quem estou com fome.
c) Fui eu quem li este livro.

Fui eu quem fez – No caso do sujeito ser o pronome relativo “quem”, o verbo fará concordância em terceira pessoa, já que trata-se de um pronome de terceira pessoa. Dessa forma, a frase “Fui eu quem fez” está correta, assim como as seguintes sentenças:
a) Somos nós quem convidou você.
b) Sou eu quem está com fome.
c) Fui eu quem leu este livro.

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola